terça-feira, 21 de setembro de 2010

Apresentando...

Relações Internacionais

Promissor, o mercado de trabalho oferece inúmeras possibilidades para os profissionais desta área
O mais antigo curso de Relações Internacionais foi fundado em 1974 na UnB (Universidade de Brasília). A universidade fez seu curso com a grade curricular voltada basicamente para a diplomacia, com objetivo de dar apoio às embaixadas. O curso pretendia que os alunos egressos trabalhassem não apenas na diplomacia brasileira, mas dando apoio à toda aquela burocracia internacional que se instalou na capital. Nos anos 90, começou a expansão do curso para outras capitais.

Segundo levantamento feito pelo INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) em 2003, existem 55 cursos de Relações Internacionais espalhados pelo Brasil. O total de matrículas feitas foi de 10.225, contrapondo-se com o número de concluintes do bacharelado, 945.

"Eu diria que 80% dos alunos quando entram no curso querem ser diplomatas, esse número se reverte no final do curso, 80% deles não quer fazer diplomacia quando se formam. E por quê? Porque descobrem outras áreas de atuação, isso é muito freqüente", constata o coordenador do curso de Relações Internacionais daUnivali, Roberto Di Sena Júnior. 

As áreas de atuação para o Bacharel em Relações Internacionais são diversas. "Não existe apenas a diplomacia, que é trabalhar diretamente com o Itamaraty e com o Ministério das Relações Exteriores (MRE), mas você tem funções em diversos outros órgãos públicos, sejam eles federais ou estaduais", explica Di Sena. 

O analista de comércio exterior é um funcionário que existe no âmbito do Ministério do Desenvolvimento, que trabalha junto com o MRE. Tem também assessoria internacional nos diversos ministérios. Existe o campo de trabalho nas empresas privadas: multinacionais, empresas de pequeno porte que querem se internacionalizar, assessoria privada. "Uma coisa é você ser contratado por uma empresa pra trabalhar exclusivamente no departamento de exportação e na prospecção de mercado internacional, outra coisa é montar uma consultoria e prestar esse mesmo serviço de forma avulsa", conta o professor.

Outro nicho bastante interessante são as organizações internacionais que mantêm escritórios no Brasil, por exemplo a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) e Comissão Jurídica Interamericana. Existe a possibilidade de progredir e chegar à sede dessas organizações internacionais, seja ONU (Organização das Nações Unidas), OMS (Organização Mundial da Saúde) ou OMC (Organização Mundial do Comércio).

"E ainda existe a possibilidade de trabalhar na Academia, com pesquisa e desenvolvimento de projetos, que é uma área que tem demandando muitos profissionais com essa formação", esclarece Di Sena.

A maior parte dos egressos parte para a área de gestão na iniciativa privada. O salário inicial de um bacharel em Relações Internacionais está por volta de R$ 2.000 e as regiões do país mais promissoras para esse profissional, além do Distrito Federal, são Sul e Sudeste.

Se você se interessou por esse bacharelado, preste atenção nas dicas do professor Roberto Di Sena: "A demanda é por alunos que se interessam por História, Geografia, idiomas e temas internacionais. São alunos com uma visão um pouco mais globalizada dos acontecimentos ou das conseqüências desses acontecimentos internacionais para as nossas vidas".
Fonte:  www.universia.com.br

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