quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Premiê da Rússia reclama de ter sido comparado a Batman em documentos dos EUA



Vladimir Putin diz que diplomacia americana faltou com a ética e foi arrogante e grosseira


Reuters/Reprodução




O primeiro-ministro da Rússia, Vladimir Putin, expressou nesta quarta-feira (1°) seu mal-estar pelas caracterizações que os Estados Unidos fizeram dele e do presidente do país, Dmitri Medvedev, nos telegramas diplomáticos revelados pelo site WikiLeaks, afirmando que não esperava tanta "arrogância, grosseria e falta de ética".

Em entrevista ao jornalista Larry King, da emissora CNN, Putin disse que as afirmações de diplomatas americanos de que ele é Batman e Medvedev é Robin têm o objetivo de desonrar os dois.
- Para ser honesto, não esperávamos tanta arrogância, tanta grosseria e de forma tão pouco ética.
Ao mesmo tempo, Putin que avaliou que o vazamento "não representa uma catástrofe" para os Estados Unidos. O novo tratado reduziria em cerca de 30% o número de ogivas nucleares, para 1.550 para em cada um dos países. O primeiro-ministro da Rússia também disse que "seria muito tolo" se os EUA ignorassem seus próprios interesses, e que, se o país fizer isso, a Rússia "terá que reagir de alguma maneira".
O primeiro-ministro da Rússia também se referiu a um dos telegramas, no qual o secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates, disse a um ministro francês que "a democracia russa desapareceu e o governo é uma oligarquia dirigida pelos serviços de segurança".
Putin rejeitou taxativamente essa afirmação e disse que Gates estava "muito errado", manifestando que as autoridades americanas não devem interferir nos assuntos internos da Rússia.
Ainda nesse contexto, o primeiro-ministro disse que, no momento adequado, decidirá "de comum acordo" com Medvedev quem será o candidato nas eleições presidenciais de 2012.
Na entrevista, Putin advertiu a Washington que a Rússia desenvolverá novas armas nucleares se o Congresso americano não ratificar o tratado de desarmamento nuclear START, assinado em abril por Medvedev e o presidente dos EUA, Barack Obama.
Fonte: Agência Efe

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Suposto envolvimento de advogados no crime organizado


OAB-RJ suspende licença de advogados procurados por suposto envolvimento em ataques no RJ




Advogados ou bandidos neste pais "todos são bandido" não estou falando dos advogados e sim de todos nos com esse tal geitinho brasileiro nos acostumamos a fazer e achar que a esperteza ou melho a desonestidade como uma coisa normal .Advogados ajudando o crime organizado, juizes vendendo centenças,ate no esporte .que sociedade é essa. e quando ocorre uma punição suspenção de 90 dias .
Elias Maluco, que chefiava o Comando Vermelho no Complexo do Alemão e na Vila Cruzeiro, foi transferido de Catanduvas (PR) para Porto Velho (RO) após os ataques no Rio de Janeiro
A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) do Rio de Janeiro suspendeu a licença de três advogados de traficantes do Rio de Janeiro que tiveram a prisão decretada na última sexta-feira (26). A suspenção é de 90 dias, até a conclusão de um processo interno  aberto pelo órgão, que corre em sigilo. 
As prisões de Beatriz da Silva, Flávia Pinheiro Fróes e Luiz Fernando Costa foram decretada pelo juiz Alexandre Abrahão Dias Teixeira, da 1ª Vara Criminal de Bangu, zona oeste do Rio. Segundo a Polícia Civil, eles continuam foragidos.
Os três são suspeitos de transmitir ordens de Márcio dos Santos Nepomuceno, conhecido como Marcinho VP, e do comparsa Elias Pereira da Silva, o Elias Maluco –que chefiava o Comando Vermelho no Complexo do Alemão e na Vila Cruzeiro–, dando início à série de ataque na semana passada.
A decisão de suspender a licença profissional dos três advogados foi da Comissão de Ética e Disciplina da OAB-RJ. Segundo o presidente da OAB-RJ, Wadih Damous, o estatuto prevê a suspensão quando a conduta considerada antiética tem repercussão negativa na sociedade. “O principal indício de que a ação dos advogados teve repercussão negativa é o fato de eles estarem com prisão preventiva decretada. Agora vamos apurar com calma a conduta deles, se de fato se prestaram ao papel de pombos correio e membros de quadrilha”, disse Damous à Agência Brasil.

Segundo o presidente da OAB-RJ, o fato de os advogados estarem foragidos não impedirá o andamento do caso. “Ninguém vai ser condenado previamente na OAB sem provas. Eles terão toda a oportunidade de se defenderem. Hoje mesmo havia um procurador deles aqui. É preciso ver vários fatores, como a decisão judicial. Se eles forem absolvidos na Justiça, não tem como condenar aqui.”

Damous afirmou que a punição máxima para os advogados, em caso de condenação pela Comissão de Ética e Disciplina, é a perda da licença da OAB, que poderá ser reavida um ano após a decisão. “Nenhuma pena no Brasil é perpétua”, disse Damous.

Ele também falou sobre a proposta do ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, de gravar as conversas entre presos e advogados. “Se o Congresso vier a legislar sobre isso, vamos entrar com uma ação de inconstitucionalidade.”

Novas transferências

Mais seis presos de alta periculosidade foram transferidos hoje do complexo penitenciário de Bangu, no Rio de Janeiro, para a penitenciária federal em Catanduvas (PR).

Os seis presos fazem parte do grupo de criminosos que comandava o tráfico de drogas no Complexo do Alemão, na zona norte do Rio. Eles foram capturados pelas forças de segurança pública durante a ocupação do conjunto de favelas.

O traficante Elizeu Felício de Souza, o Zeu, está entre os presos transferidos. Zeu é um dos bandidos acusados pelo assassinato do jornalista Tim Lopes, em 2002.

A penitenciária federal em Catanduvas tem 208 vagas destinadas a presos de alta periculosidade, que ficam em celas individuais. No momento, segundo o diretor substituto do presídio, Daniel Sena, o presídio abriga 175 detentos, já incluídos 20 criminosos presos durante a ocupação policial no Complexo do Alemão.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

COP-16: países desenvolvidos tentam desviar foco de metas


O aquecimento global é um farsa mais uma vez estão tentando nos manipular!


O Por Que da COP - 16? O aquecimento global é uma farsa, os países ricos estão preocupados em preservar os recusros naturais existente, e impedir que outros países, possam se desenvolver através deles.. querem o mundo como está, eles ricos e os outros pobres. estudos mostram o contrario a terra passa por um resfriamento,   eu leigo como sou sei que o co2 não é maléfico e sim benéfico: as plantas precisam dele para fazer a fotossíntese quanto mais co2 melhor,  e posteriormente para nós, não vamos confundir exploração com poluição a exploração tem e deve ser feita com sustentabilidade . 

Os negociadores brasileiros presentes à 16ª Conferência do Clima das Nações Unidas (COP-16) defendem que todos os pontos relacionados ao combate ao aquecimento global sejam discutidos de forma conjunta, por estarem interligados. A postura brasileira conflita com a de países desenvolvidos que tentam desviar o foco de temas centrais, como as metas de redução das emissões de gases do efeito estufa, tentando aprofundar o debate de assuntos específicos.
Um dos pontos que países em desenvolvimento têm enfatizado é a transparência sobre as políticas que serão adotadas no combate às emissões, o chamado MRV (sigla para resultados mensuráveis, reportáveis e verificáveis).
Para o embaixador Luiz Alberto Figueiredo, negociador chefe do Brasil na COP-16, o debate sobre o tema está sendo "um pouco exagerado". "Para o Brasil, transparência não é um problema. Tudo o que o governo diz pode ser verificado. Vamos ter dificuldade se isso (MRV) for o único resultado de Cancún".
"O MRV é um procedimento de verificação, é um acessório importante. Mas e as ações, onde estão? E as metas, onde estão?", acrescenta.
O Brasil defende que o resultado das discussões em Cancún seja um pacote completo" de acordos, que contemple todos os elementos necessários ao combate das mudanças climáticas. "Somos a favor, sim, de um pacote completo. Não se pode sair de Cancun com um resultado de mitigação se não tiver um resultado de finanças. Está tudo muito entrelaçado".
"O pacote não cobrirá em profundidade todos os elementos, mas tem que cobrir todos os elementos. Quanto mais você desce para os detalhes, mais difícil fica a negociação."

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Países foram escolhidos após eleição realizada em Zurique, na Suíça




Hoje a Rússia e Qatar foram  escolhidos para sediar as Copas de 2018 e 2022, já não era sem tempo, estava mais do quer na hora de popularizar o futebol . Com todas as acusações da Rússia sobre fraude, foi uma surpresa  ter sido escolhida. Agora é a vez dos países emergentes.



Fifa anuncia Rússia e Qatar como sedes das Copas de 2018 e 2022

A Fifa anunciou nesta quinta-feira, em Zurique, na Suíça, os vencedores da corrida para receber as Copas de 2018 e 2022. A candidatura da Rússia vai ser sede do Mundial daqui a oito anos. Já o Qatar ganhou o direito da organizar a competição seguinte, a primeira no Oriente Médio. O evento que revelou os ganhadores contou com a participação de celebridades do esporte, do ex-presidente americano Bill Clinton e do príncipe William.
chamada Copa Rússia Qatar FIFARússia e Qatar são escolhidos para sediar Copas de 2018 e 2022 (Editoria de Arte / GLOBOESPORTE.COM)
Os russos bateram Inglaterra e as candidaturas conjuntas de Espanha/Portugal e Holanda/Bélgica. Pela primeira vez, o país vai ser sede de uma Copa do Mundo. Na comitiva dos vencedores, a atleta de salto com vara, Yelena Isinbayeva, e o atacante Andreyi Arshavin, capitão da seleção, acompanharam a escolha.
A candidatura do Qatar, que nunca disputou a fase final de uma Copa, bateu Austrália, que também concorria pela primeira vez, Estados Unidos, Japão e Coréia do Sul. Os três últimos países já haviam recebido o Mundial anteriormente. Os árabes utilizaram como embaixadores os ex-jogadores Zinedine Zidane, Ronald de Boer, Pep Guardiola e Roger Milla.
O presidente da Fifa, Joseph Blatter, parebenizou todas as candidaturas e afirmou que das nove campanhas apenas duas poderiam ser escolhidas para receber as próximas Copas.
- É o esporte que movimenta milhões de pessoas, a emoção das pessoas e traz esperança para a população, principalmente para os jovens. É uma pena que apenas um país pode ser escolhido. O futebol não é uma questão de apenas vencer, mas é uma escola da vida. É preciso saber perder - afirmou o presidente da Fifa, Joseph Blatter.
Com os cofres cheios, Rússia recebe o Mundial de 2018
Yelena Isinbayeva na candidatura da Rússia para a Copa
Yelena Isinbayeva apoiou a candidatura da Rússia
para receber o Mundial de 2018 (Foto: Reuters)
Favorita nos bastidores para receber a Copa do Mundo de 2018, a Rússia apostou no seu forte poderio econômico para receber a competição. Com a promessa de investir U$ 3,8 bilhões (R$ 6,5 bilhões) em estádios, U$ 2,2 bilhões (R$ 3,8 bilhões) no futebol no país e U$ 11,5 bilhões (R$ 19,8 bilhões) em infraestrutura, a candidatura promete erguer nada menos que 13 arenas e ainda reformar outras três. Os russos ainda usaram o argumento de que nunca sediaram uma Copa e, com isso, abririam novos mercados para o torneio, assim como aconteceu com a África do Sul, neste ano, e com os Estados Unidos, em 1994.
- Prometo que nunca vão se arrepender pela escolha, vamos fazer história juntos - afirmou o vice-primeiro-ministro da Rússia, Igor Shuvalov.
Maior país em território do planeta (17.075.200 km²), a Rússia atravessa a Europa e a Ásia, ligando Ocidente e Oriente. Isso implica também em longas distâncias de uma sede para outra. A organização do Mundial, porém, diz que vai concentrar os jogos na parte leste do país para evitar longas viagens das delegações. De acordo com o comitê russo, os torcedores que tiveram com os ingressos em mãos terão direito à trasporte gratuito.
Qatar aposta na climatização dos estádios para receber o Mundial de 2022
Zidane Qatar FIFA Copa do Mundo 2022Zidane apoiou a candidatura do Qatar (Foto: AFP)
Estádios com tecnologia de ponta, sedes próximas umas das outras e o fato de organizar a primeira Copa do Mundo no Oriente Médio, região apaixonada pelo futebol. Estes são os três trunfos utilizados pelo Qatar para convencer os membros do Comitê Executivo da Fifa. Com o apoio de nomes de peso, como Zinedine Zidane e Pep Guardiola, a proposta asiática conseguiu vencer ao oferecer estádios climatizados e facilidade de locomoção para driblar os contras que ameaçavam a candidatura.
O primeiro deles era o forte calor que faz no país nos meses de junho e julho, época em que acontece o torneio. Por conta disso, a Fifa inclusive inseriu em seu relatório que um eventual Mundial no Qatar poderia oferecer riscos à saúde dos jogares, classificando a proposta - entre outros motivos - como de grande risco. A pouca tradição no futebol era outro fator que pesa contra os asiáticos, que não estão nem entre as 100 seleções mais bem colocadas do ranking e nunca disputaram uma Copa do Mundo.
Porém, nenhum desses itens impediu a escolha da Fifa.
- O mundo árabe esperou tanto por uma Copa do Mundo e acho que todos estão felizes com essa escolha - afirmou Blatter.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Relações Internacionais: um mercado em alta com salários




Diplomacia. Para quem sonha com uma carreira que transcenda fronteiras, essa é a palavra de ordem. A profissão de Relações Internacionais (RI) abre as portas do mundo para quem pensa estrategicamente, sabe lidar com o público, adapta-se facilmente às mudanças, encontra soluções com agilidade, tem habilidade em negociar e mostra interesse pelos processos históricos, políticos e socioeconômicos.


“É sem dúvida uma área muito promissora no país. A procura por graduados em Relações Internacionais tem sido muito grande nos mais diversos setores, principalmente quando a graduação vem acompanhada de um bom conhecimento geral nas áreas de direito, política e economia, domínio de língua estrangeira (inglês é fundamental) e qualificação profissional contínua”, afirma a coordenadora do curso de RI da UEPB (Universidade Estadual da Paraíba) Lenira da Costa Nóbrega.


Quem pretende mergulhar na realidade internacional e conhecer os mecanismos de interação entre as culturas e os povos deve investir desde já na profissão. O curso superior de Relações Internacionais tem duração média de quatro a seis anos e meio, dependendo do turno escolhido (manhã ou noite). 


A carga horária é de mais de 3 mil horas-aula, distribuídas entre disciplinas teóricas e práticas como antropologia cultural, processos de integração regional, cooperação internacional, sistemas políticos contemporâneos, resoluções de conflito, comércio exterior e técnicas de negociação.
“O curso é focado em política internacional.




Vai preparar os alunos para análise da política externa, comportamento dos Estados no sistema internacional e formulação de projetos políticos, habilidades fundamentais para atuação em órgãos como a ONU (Organização das Nações Unidas), que tratam de criar regras comuns envolvendo o cenário mundial”, explica Raquel Melo, coordenadora do mestrado em Relações Internacionais da UEPB. 


Além dos organismos internacionais, os profissionais internacionalistas podem atuar nas assessorias e consultorias dos órgãos públicos e privados, organizações não-governamentais (ONG), bancos de investimento e na imprensa especializada. A abertura do campo de trabalho promove uma variação salarial bastante significativa.


“A remuneração inicial para a carreira diplomática é de R$ 7.751,97, conforme edital de 2008, mas o internacionalista ainda pode atuar desenvolvendo projetos em diversas secretarias junto ao Estado, tanto no nível federal, quanto estadual ou municipal, além da carreira acadêmica”, acrescenta Lenira da Costa. “As empresas precisam, cada vez mais, de uma boa assessoria para negociar e receber grupos de investidores estrangeiros. Assim, os profissionais podem atuar como diplomatas também no setor privado”, completa Raquel Melo.


Segundo a coordenadora da pós-graduação, no Sudeste, já existe um campo bem vasto para o exercício da profissão, mas na Paraíba a área ainda é pouco conhecida. “É importante que o internacionalista não se atenha apenas a João Pessoa, onde o mercado ainda está em construção, mas tenha experiência de mundo e perspectiva de conhecer outras realidades, mesmo que volte para trabalhar na sua cidade depois”, orienta Raquel Melo. 

Fonte: www.mundovestibular.com.br

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Profissões: Relações internacionais forma cidadãos do mundo

A globalização está transformando relações internacionais em uma profissão com grande potencial de expansão, mas os interessados devem dominar diversos idiomas, ter facilidade para negociações e visão global.

Para especialistas da área, junto com a formação dos blocos econômicos e, consequentemente, o estreitamento das relações político-econômicas dos países, surge a necessidade de empresas, órgãos governamentais e entidades em geral terem profissionais gabaritados para trabalhar como um elo entre as instituições e o mundo.
O profissional de relações internacionais encontra um campo de trabalho bem consolidado em países desenvolvidos, mas, no Brasil, a carreira ainda dá os seus primeiros passos, com investimentos de corporações estrangeiras e a expansão das nacionais, como é o caso da Ambev, empresa resultante da fusão entre e Brahma e a Antártica que está expandindo seu mercado externo.
Apesar disso, os profissionais da área ainda estão buscando o seu espaço, e o índice de desemprego após a formatura é alto, como é o caso de Iana Cossoy, 22, que se formou pela PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), e hoje faz traduções para um portal de internet. "Já pensei em partir para o jornalismo", afirma ela, dizendo ainda que o curso é muito amplo, mas falta ligação entre as disciplinas.
Para alcançar um lugar de destaque, o estudante deve iniciar investimentos bem antes do seu ingresso na universidade. Dominar mais de um idioma é um deles.
"O inglês é pré-requisito. Sem a língua inglesa não dá para acompanhar o curso. Palestras, livros e pesquisa são feitas quase sempre em inglês", diz o ex-estudante da PUC-SP Ricardo Camargo Mendes, 24, que é analista de Relações Internacionais da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).
O coordenador do curso de relações internacionais da PUC-SP, Reginaldo Mattar Nasser, afirma que, além do português e do inglês, o estudante deve dominar, no mínimo, mais um idioma, mas sem esquecer que um bom profissional é aquele atento a todos os acontecimentos mundiais. "Ter interesse em tudo aquilo que acontece em outros países, por meio dos meios de comunicação, é outro pré-requisito", afirmou o professor.
O chefe do Departamento de Relações Internacionais da UnB (Universidade de Brasília), Antonio Jorge Ramalho da Rocha, acredita que o curso ajuda o estudante a consolidar a capacidade crítica e a enxergar como um todo as situações de sua vida profissional e pessoal.
Os estudantes irão encontrar um curso multidisciplinar, com aulas de política, economia e direito internacionais, além de história e geografia.
Além da sala de aula, as instituições de ensino estimulam o intercâmbio entre alunos de instituições do Brasil e do exterior. Durante o curso, são realizadas simulações de negociações, quando os alunos discutem e defendem decisões tomadas por organizações internacionais como a OMS (Organização Mundial da Saúde), ONU (Nações Unidas) e OMC (Organização Mundial do Comércio).
"Todos os anos, alunos de vários países se reúnem e simulam uma reunião oficial destas organizações (...) estes exercícios são muito importantes para que sejam colocados em prática os conhecimentos teóricos da sala de aula", afirma o chefe do Departamento de Relações Internacionais da UnB.
Cuidado
O professor da UnB ressalta que, na hora de escolher a instituição de ensino, os vestibulandos devem tomar muito cuidado. "Existem muitos cursos denominados de relações internacionais, mas que, na verdade, são de comércio exterior", diz ele.
Rocha lembra ainda que, há seis anos, existiam apenas duas instituições que ofereciam o curso, mas hoje passam de 50. "Existem cursos que já foram notificados pelo MEC (Ministério da Educação) e que tiveram de reformular o currículo", afirmou.
Depois de formado, o profissional de relações internacionais estará apto a trabalhar em instituições comerciais e financeiras, tanto do setor privado como do público; ONGs (organizações não-governamentais) que defendam direitos humanos, ecologia etc; consultorias econômicas, políticas, comerciais ou jurídicas; além de organizações internacionais, como ONU, OMS ou OMC.
"No decorrer do curso, o aluno vai optar por disciplinas do seu interesse e assim já direciona sua área de atuação", diz o professor da UnB.
Novas opções
Para o vestibular 2002, os vestibulandos terão mais duas opções para cursarem relações internacionais no Estado de São Paulo: a Unesp (Universidade Estadual Paulista) e a USP (Universidade de São Paulo).
Na Unesp, o curso será ministrado na Faculdade de História, Direito e Serviço Social, que fica em Franca. No total, serão oferecidas 100 vagas (50 noturno e 50 no vespertino). Confira aqui mais informações sobre o vestibular da instituição.
No curso de relações internacionais da USP serão oferecidas 60 vagas, em período ainda a ser definido pelo Conselho Universitário, e será no campus da capital. Para obter mais informações sobre o vestibular da universidade clique aqui.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

Apresentando...

Relações Internacionais

Promissor, o mercado de trabalho oferece inúmeras possibilidades para os profissionais desta área
O mais antigo curso de Relações Internacionais foi fundado em 1974 na UnB (Universidade de Brasília). A universidade fez seu curso com a grade curricular voltada basicamente para a diplomacia, com objetivo de dar apoio às embaixadas. O curso pretendia que os alunos egressos trabalhassem não apenas na diplomacia brasileira, mas dando apoio à toda aquela burocracia internacional que se instalou na capital. Nos anos 90, começou a expansão do curso para outras capitais.

Segundo levantamento feito pelo INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) em 2003, existem 55 cursos de Relações Internacionais espalhados pelo Brasil. O total de matrículas feitas foi de 10.225, contrapondo-se com o número de concluintes do bacharelado, 945.

"Eu diria que 80% dos alunos quando entram no curso querem ser diplomatas, esse número se reverte no final do curso, 80% deles não quer fazer diplomacia quando se formam. E por quê? Porque descobrem outras áreas de atuação, isso é muito freqüente", constata o coordenador do curso de Relações Internacionais daUnivali, Roberto Di Sena Júnior. 

As áreas de atuação para o Bacharel em Relações Internacionais são diversas. "Não existe apenas a diplomacia, que é trabalhar diretamente com o Itamaraty e com o Ministério das Relações Exteriores (MRE), mas você tem funções em diversos outros órgãos públicos, sejam eles federais ou estaduais", explica Di Sena. 

O analista de comércio exterior é um funcionário que existe no âmbito do Ministério do Desenvolvimento, que trabalha junto com o MRE. Tem também assessoria internacional nos diversos ministérios. Existe o campo de trabalho nas empresas privadas: multinacionais, empresas de pequeno porte que querem se internacionalizar, assessoria privada. "Uma coisa é você ser contratado por uma empresa pra trabalhar exclusivamente no departamento de exportação e na prospecção de mercado internacional, outra coisa é montar uma consultoria e prestar esse mesmo serviço de forma avulsa", conta o professor.

Outro nicho bastante interessante são as organizações internacionais que mantêm escritórios no Brasil, por exemplo a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) e Comissão Jurídica Interamericana. Existe a possibilidade de progredir e chegar à sede dessas organizações internacionais, seja ONU (Organização das Nações Unidas), OMS (Organização Mundial da Saúde) ou OMC (Organização Mundial do Comércio).

"E ainda existe a possibilidade de trabalhar na Academia, com pesquisa e desenvolvimento de projetos, que é uma área que tem demandando muitos profissionais com essa formação", esclarece Di Sena.

A maior parte dos egressos parte para a área de gestão na iniciativa privada. O salário inicial de um bacharel em Relações Internacionais está por volta de R$ 2.000 e as regiões do país mais promissoras para esse profissional, além do Distrito Federal, são Sul e Sudeste.

Se você se interessou por esse bacharelado, preste atenção nas dicas do professor Roberto Di Sena: "A demanda é por alunos que se interessam por História, Geografia, idiomas e temas internacionais. São alunos com uma visão um pouco mais globalizada dos acontecimentos ou das conseqüências desses acontecimentos internacionais para as nossas vidas".
Fonte:  www.universia.com.br